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Borboletando Poesia


 
 Indriso II - Primavera

 

Estação das flores, perfumada,
que alegra os dias,
irradiando energia.

Multicolor, furtacor,
pura vida, que estimula
o desabrochar, o se abrir.

Primavera é etérea, leve.

É florida, é o ornato do amor.



Escrito por A.C. Banegas às 21h09
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EQUILÍBRIO

A virtualidade mata, em excesso.
É necessário equilíbrio, para que a vida real continue existindo.
As melhores amizades ainda são aquelas com as quais podemos sempre contar, qualquer dia, em qualquer hora...essas são as mais difíceis de encontrar.
Verdadeiramente raras.
Dessas, sinto falta.
Essas não tomam qualquer forma.
Essas dão forma à vida.

 



Escrito por A.C. Banegas às 18h42
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Recentemente, escrevi sobre o efeito das comunidades virtuais sobre o ser humano.
Hoje, mal acordo, me deparo com uma notícia amplamente divulgada nos jornais e publicada originalmente, no jornal "Beijing News": um chinês de 30 anos de idade, morreu do coração, após ter passado três dias seguidos jogando on line, em um cibercafé.
Segundo os médicos, a possível causa da morte foi uma afecção cardíaca provocada pela quantidade excessiva de horas gastas em frente ao computador.
Ainda na notícia, um dado alarmante: na China, a dependência da internet, especialmente entre os jovens, se transformou em um grande problema para o Governo. O país possui 163 milhões de internautas, batido em número apenas pelos Estados Unidos.
Para tentar controlar a situação, o Governo chinês proibiu a abertura de novos cibercafés e criou vários centros de "desintoxicação" para viciados em internet.
Isso cada vez mais me assegura que existem sim, doenças reais causadas pela virtualidade.
As pessoas são, a cada dia, bombardeadas com tantas notícias desanimadoras no mundo real, que a fuga tende a ser um mundo onde pelo menos, por um período de tempo, as pessoas "controlam" suas próprias vidas, isto é claro, quando a conexão não cai, deixando o internauta em crises de desespero.
Não falo só das comunidades virtuais, falo também dos jogos on line. Ás vezes, pensar que o adolescente está mais seguro em casa do que na hora, só porque ele fica jogando on line com os amigos, não é a melhor solução, ou talvez, não seja - definitivamente - A solução.
Semana retrasada, em uma matéria do "Fantástico", na TV Globo, vimos uma entrevista com uma mãe desesperada, porque seu filho adolescente já não tinha vida própria, mas sim, apenas virtual, jogando on line tanto tempo que, ao ser confrontado e  retirado da web, foi tomado por tal crise de desespero e abstinência, que com socos, abriu buracos na porta do seu quarto.
Bill Gates, o fundador da Microsoft, só permite que seus filhos fiquem conectados na net pelo período máximo de quarenta e cinco minutos por dia.
Por que será?
Será que é porque ele conhece o poder destrutivo do gigante que existe por trás dos softwares que abocanham não só a vida social das pessoas, mas às vezes, até a própria alma?
Devemos nos lembrar, é lógico, que existe limite para tudo nessa vida, até para o amor.
Quando o amor passa dos limites, chega à beira da obsessão e da loucura...nada em excesso faz bem.
Aos pais cabe impor estes limites, não por rigor, mas por amor.
O que leva um homem sadio, robusto, de 30 anos de idade, a passar setenta e duas horas conectado na internet, jogando?
Compulsão, uma doença real, que encontrou na virtualidade um meio adequado de cultura.
Quanto mais humanos doentes emocionalmente, que encontram na net sua válvula de escape para os mais diversos desajustes, continuarem conectados, mais notícias dessas leremos, a cada dia?
Não é só o peso, o sexo, o fumo, ou o que quer que seja, praticado em excesso, que mata.
É a falta de intervenção. É a falta de posicionamento. Muitos têm feito tanto em outras áreas, mas existe uma faceta na virtualidade que precisa ser revista e com urgência.
Quantos mais sucumbirão?
O futuro nos dirá.



Escrito por A.C. Banegas às 08h01
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Indrisos

Como todos sabem, um soneto é composto de duas estrofes de quatro linhas e duas de três linhas. Entretanto, as possibilidades construtivas que ele oferece não terminam nele mesmo, portanto dele se originou o Indriso, que nada mais é do que um poema que é composto de dois tercetos e duas estrofes de verso único. Os quartetos do soneto passam a ser tercetos no indriso e os tercetos passam a ser estrofes de verso único no segundo.

Exemplo gráfico:


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O primeiro foi desenvolvido em 2001, em Madrid, por Isidro Iturat, espanhol, nascido em Villanueva e la Geltrú, em 1973. Além de escritor, ele também é professor de literatura espanhola. Reside em São Paulo, Brasil, desde o ano de 2005.

Estamos então, diante de um padrão novo, dotado de uma musicalidade característica. Ao longo do processo de desenvolvimento dos indrisos, Isidro pediu a opinião de diversos experts literários, que deram diversas opiniões. Vocês podem conhecê-las visitando o site: http://www.indrisos.com

E atendendo ao convite de Isidro, o “Borboletando Poesia” participa também dessa empreitada.


Minha estréia no mundo dos indrisos:


<Borboletando>


Borboletas coloridas, bailam em um vai e vem.

Soltas e leves, espalham energia.

Cada uma é única, peculiar.


Transformadas, mudadas,

metamorfoseadas, enfim.

Sem retorno, sem volta.


São a perfeita expressão da natureza.


São evoluídas; lagartas, nunca mais.




© Cláudia Banegas



Escrito por A.C. Banegas às 23h29
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