Entrevista para o RJ Acontece - Metabolismo
Escrito por Cláudia Banegas às 22h45
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Maldição
Maldita obsessão que não me deixa livre para pensar
Maldito bem querer que não me deixa te esquecer
Maldita sensação, esse medo de te perder
Anseio tua volta sem teres ido a parte alguma
E logo te vejo voltar para mim sem certeza nenhuma
O vazio no meu peito aumenta cada vez mais
Até quando - me pergunto - viverei assim?
Até quando - te pergunto - você vai viver sem mim?
Escrito por Cláudia Banegas às 22h40
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Escrito por Cláudia Banegas às 00h23
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Convido a todos a conhecerem a comunidade INDRISOS, no ORKUT:
Escrito por Cláudia Banegas às 04h38
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PRAZERES
Meus prazeres são profundos Salpicados com muito riso Ostento no rosto um brilho Mas quando a emoção me abandona o rosto Sinto em dobro todo o desgosto Fico vazia e sem vida Uma ou duas lágrimas escorrem Enquanto me cicatrizam a ferida
Escrito por Cláudia Banegas às 18h57
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Meu Mar
Na imensidão do mar da minha vida Me perco em devaneios, sonhos e anseios Palavras faltam, sentimentos transbordam Me deixo inundar por eles Qual chuva forte que nada respeita Apenas corre, escorre... Como ela, lá vou eu, de encontro ao meu destino Escrevendo um poema cristalino
Escrito por Cláudia Banegas às 13h59
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Metamorfose
Minha vida consiste agora De idas e vindas Partidas e chegadas Chegou a hora Mudança, transformação Ao alcance da minha mão É só eu querer Deixar acontecer Vou me arriscar, tentar Sem medo de fracassar Não olharei para trás E se eu vier a chorar Não será por covardia Minha noite enfim, tornar-se-á dia
Escrito por Cláudia Banegas às 01h31
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Pra vc, meu amor!
Não sou um sol completo
Sou raio de luz, fragmento Ilumino nosso afeto Aqueço um sentimento Não sou mulher charmosa Que passe e chame atenção Entretanto sou fiel e carinhosa Como uma rosa desabrocho o coração Dizer que te amo já não basta Carece um ato, um gesto terno Porque palavras o tempo gasta Mas o beijo de quem se gosta é eterno
Escrito por Cláudia Banegas às 23h23
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VAZIO
Como pássaro arredio
Fugiu de mim uma inspiração
Me aproximei, afaguei, dei um pio
Mas em vão
Ficou apenas um vazio
Com o qual nada preenchi
A vida é como um rio
Eu pensando e ele ali
Pois então, douto poeta
Não me vais alimentar?
Como todo vazio esteta
Palavras amo devorar
Olhe bem, caro vazio
A danada inspiração
Me deixou a ver navio
Te negou alimentação
Não te apresses, fique frio
Quem espera sempre alcança
Enquanto isso, eu espio
Distraída, ela avança
Esquecida por completo
Que por aqui já estivera
Eu a agarro firme e reto
Tal qual uma besta-fera
Dominada, ela aquiesce
E no ato se transforma
Na palavra que embevece
E o poema toma forma
Escrito por Cláudia Banegas às 15h44
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O sagrado, santo e insano
Amor com o qual te amo
Te coloca em um altar
Mas meu coração profano
Obcecado, obsceno, mundano
Busca ainda se aventurar
Entre o céu e o inferno
Da primavera ao inverno
Busco recomeçar
Assassino pensamentos castos
Diante de um terreno vasto
Derrubo teu pedestal
Venha teu amor me envolver
Torne-me tua, me dê prazer
Livre-me de todo o mal
Escrito por Cláudia Banegas às 22h42
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Desencontro
Teu olhar me alucina
Alucinada, nada vejo
Tua força me enfraquece
Enfraquecida, te desejo
Tua beleza desnorteia
Desnorteada, fico feia
Teu sorriso me desdenha
Despeitada, cerro o cenho
Tua voz me arrepia
Arrepiada, quedo muda
Teu calor me gela a espinha
E gelada, fico fria
Tão mal equacionado
Nosso amor que não é um
Fração desenfreada
Sem denominador comum
Escrito por Cláudia Banegas às 23h16
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Mestre da Poesia
Mestre de minha poesia Tal qual um camaleão
Me camuflo todo dia E ainda sou eu, sim, por que não? Seja noite ou seja dia É o mesmo meu ardor
Minha alma sente alegria Expressando meu amor
Amor, coisa esquisita
Sendo emoção bonita
Quer logo rimar com dor
Se na palavra é transcrita
Mas para o deleite do poeta
E sorte de seu leitor
Amor, obra completa
Também rima com torpor
So u intensa, impulsiva Vulcão em erupção Lava insistente, lasciva
Sim, por que não?
Escrito por Cláudia Banegas às 00h22
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Amplitude
Me invades como o mar invade a areia Me tocas como o céu toca o horizonte Contigo sou o rio e a ponte Me perco nos teus pensamentos Te encontro nos meus desejos Me iludo com meus sentimentos
Te sonho quando não te vejo
Tão imensa é a terra e infinito o céu Tão intenso é o meu amor
Como uma abelha faz mel de flor
Fazes de minha vida fria calor
Suave te sinto, te percebo Abandono meu medo, minha timidez E sem receios te recebo Em meus braços outra vez
Escrito por Cláudia Banegas às 20h25
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Sou poeta, eu crio
A beleza me seduz
Gero palavras, as guio
lhes dou forma, lhes dou luz Sou poeta, eu sinto e o que sinto, espalho divulgo, atesto, minto Se mentir for o atalho
Minhas palavras são sementes
Que eu planto em toda a gente
São deliberadamente
Semem, mentes, entes
Reflexos, é o que são
Minha reflexão
Carregam minha essência
Minha fartura, minha carência
Vivo em minhas palavras e elas vivem em mim Sou poeta, eu as crio mas não as crio para mim
Escrito por Cláudia Banegas às 19h21
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Eu Me Permito
Eu me permito
rir até a boca doer,
me esbaldar de prazer.
Eu me permito
saborear um bom vinho,
erguer a taça e beber.
Eu me permito quebrar todas as regras.
Eu me permito viver.
Escrito por Cláudia Banegas às 16h58
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