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Borboletando Poesia


Amanhecer

 


Tocas meu corpo, estremeço
Beijas-me a boca, bom começo
Nosso amor avassalador
Devassidão, toque, torpor

Desejos temperam o ar da manhã
Corpos se esfregam com sofreguidão
Entrelaces, sussurros, satisfação
Lençóis molhados pelo chão

Plenitude, enfim, resumo
União de suspiros e devaneios
Gotas de suor, nosso sumo
Tua cabeça tranquila entre meus seios

 



Escrito por Cláudia Banegas às 00h31
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Mãos

Estas são minhas mãos

Mãos que a tragédia poupou

Entre tantos mortos, meio vivo cá estou

 

Perder tudo num minuto

Nada pode ser tão bruto

A não ser a imagem do que restou


Estas são nossas mãos desesperadas

 

"Pauvres mains" pedintes, conseguintes, desamparadas



Escrito por Cláudia Banegas às 00h44
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Do que Preciso

Não preciso provar que sou forte

Mas preciso ser forte para provar

Das lágrimas que meu rosto verte

Num pranto fosco sem cessar

 

Não preciso provar que sou sensível 

Minha sensibilidade tem razão de ser

Minha, única, indizível

Fruto de inconcebível sofrer

 

Escorram pelo meu rosto

Aconteçam como acontecer

Gotas salgadas de amargo gosto

De manhã, de tarde, ao anoitecer



Escrito por Cláudia Banegas às 22h36
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Amor Obscuro

Minha carruagem percorre um caminho obscuro

Apenas o luar alumia a estrada escura

Ao meu lado, Plátio, meu servo, a vigia

E atento com as mãos sobre o gládio,

tão pulcro, tão imponente, tão servil...

Chama minha atenção entre um facho de luz

Os cocheiros se apressam

Temos que correr, o tempo urge

Já não podemos esmorecer

Fico me lembrando da minha coroação

Não sou rainha por opção, sou por coação.

Meu reinado por um amor.

Meu amor por uma paixão.



Devota sou de coração, mas farta estou desta condição.

Por um momento trocaria tudo.

Meus vestidos de seda, minhas jóias raras

Minhas aias, minhas anáguas

Meu reinado por um amor.

Meu amor por uma paixão.


Percebo então que não tenho opção

Não há escolha, não há mais tempo 

Meus sonhos são surreais

Meu reinado por um amor

Meu cetro por uma paixão

Que não verei nunca mais.



Escrito por Cláudia Banegas às 17h00
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Maldição

 

Maldita obsessão que não me deixa livre para pensar

Maldito bem querer que não me deixa te esquecer

Maldita sensação, esse medo de te perder


Anseio tua volta sem teres ido a parte alguma

E logo te vejo voltar para mim sem certeza nenhuma

O vazio no meu peito aumenta cada vez mais


Até quando - me pergunto - viverei assim?


Até quando - te pergunto - você vai viver sem mim?



Escrito por Cláudia Banegas às 22h40
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Escrito por Cláudia Banegas às 00h23
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Convido a todos a conhecerem a comunidade INDRISOS, no ORKUT:




Escrito por Cláudia Banegas às 04h38
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PRAZERES

 

Meus prazeres são profundos
Salpicados com muito riso
Ostento no rosto um brilho

Mas quando a emoção me abandona o rosto
Sinto em dobro todo o desgosto
Fico vazia e sem vida

Uma ou duas lágrimas escorrem

Enquanto me cicatrizam a ferida



Escrito por Cláudia Banegas às 18h57
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Meu Mar

Na imensidão do mar da minha vida
Me perco em devaneios, sonhos e anseios
Palavras faltam, sentimentos transbordam

Me deixo inundar por eles
Qual chuva forte que nada respeita
Apenas corre, escorre...

Como ela, lá vou eu, de encontro ao meu destino

Escrevendo um poema cristalino



Escrito por Cláudia Banegas às 13h59
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Metamorfose

Minha vida consiste agora
De idas e vindas
Partidas e chegadas
Chegou a hora

Mudança, transformação
Ao alcance da minha mão
É só eu querer
Deixar acontecer

Vou me arriscar, tentar
Sem medo de fracassar
Não olharei para trás

E se eu vier a chorar
Não será por covardia
Minha noite enfim, tornar-se-á dia



Escrito por Cláudia Banegas às 01h31
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Pra vc, meu amor!

 

Não sou um sol completo


Sou raio de luz, fragmento

Ilumino nosso afeto

Aqueço um sentimento 



Não sou mulher charmosa

Que passe e chame atenção

Entretanto sou fiel e carinhosa

Como uma rosa desabrocho o coração



Dizer que te amo já não basta

Carece um ato, um gesto terno

Porque palavras o tempo gasta

Mas o beijo de quem se gosta é eterno



Escrito por Cláudia Banegas às 23h23
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VAZIO

Como pássaro arredio

Fugiu de mim uma inspiração

Me aproximei, afaguei, dei um pio

Mas em vão

 

Ficou apenas um vazio

Com o qual nada preenchi

A vida é como um rio

Eu pensando e ele ali

 

Pois então, douto poeta

Não me vais alimentar?

Como todo vazio esteta

Palavras amo devorar

 

Olhe bem, caro vazio

A danada inspiração

Me deixou a ver navio

Te negou alimentação

 

Não te apresses, fique frio

Quem espera sempre alcança

Enquanto isso, eu espio

Distraída, ela avança

 

Esquecida por completo

Que por aqui já estivera

Eu a agarro firme e reto

Tal qual uma besta-fera

 

Dominada, ela aquiesce

E no ato se transforma

Na palavra  que embevece

E o poema toma forma



Escrito por Cláudia Banegas às 15h44
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O sagrado, santo e insano

Amor com o qual te amo

Te coloca em um altar

 

Mas meu coração profano

Obcecado, obsceno, mundano

Busca ainda se aventurar

 

Entre o céu e o inferno

Da primavera ao inverno

Busco recomeçar

 

Assassino pensamentos castos

Diante de um terreno vasto

Derrubo teu pedestal

 

Venha teu amor me envolver

Torne-me tua, me dê prazer

Livre-me de todo o mal       



 



Escrito por Cláudia Banegas às 22h42
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Desencontro

Teu olhar me alucina

Alucinada, nada vejo

 

Tua força me enfraquece

Enfraquecida, te desejo

 

Tua beleza desnorteia

Desnorteada, fico feia

 

Teu sorriso me desdenha

Despeitada, cerro o cenho

 

Tua voz me arrepia

Arrepiada, quedo muda

 

Teu calor me gela a espinha

E gelada, fico fria

 

Tão mal equacionado

Nosso amor que não é um

 

Fração desenfreada

Sem denominador comum



Escrito por Cláudia Banegas às 23h16
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Mestre da Poesia

 




Mestre de minha poesia
Tal qual um camaleão
Me camuflo todo dia
E ainda sou eu, sim, por que não?

Seja noite ou seja dia
É o mesmo meu ardor
Minha alma sente alegria 
Expressando meu amor

Amor, coisa esquisita
Sendo emoção bonita
Quer logo rimar com dor
Se na palavra é transcrita

Mas para o deleite do poeta
E sorte de seu leitor
Amor, obra completa
Também rima com torpor
                                                                                                                                                                                                                                                                                             Sou intensa, impulsiva
Vulcão em  erupção 
Lava insistente, lasciva
Sim, por que não?

 



Escrito por Cláudia Banegas às 00h22
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